sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O blog em versão 2.0 para 2020


Prezadxs Leitorxs,

Como vão vocês?

Por aqui estamos passando por um período de novidades. Por isso esse editorial de refundação do Autopoiese e Virtu.

Como “os de casa” já sabem, este blog teve seu início no longínquo ano de 2015 tendo este que vos escreve dado o start nas postagens trazendo crônicas, notícias acadêmicas, resenhas sobre material que encontramos por aí pela rede, etc..

Em 2017 o blog passa por uma primeira “repaginada” incorporando as colaborações de Paulo Sérgio Ribeiro, sociólogo, mestre em políticas sociais pela UENF e atualmente trabalhando no setor técnico administrativo da Universidade Federal de Viçosa.

Em 2018 Márcio Malta, o famoso “Nico”, atualmente no INEST-UFF, passa a compor as fileiras do blog unindo o improvável: os cartuns de seu lado cartunista e as análises do cientista político. Também neste ano o blog passa a ser projeto de extensão universitária do Departamento de Ciências Sociais da UFF-Campos dos Goytacazes.

No final de 2019 resolvemos ocupar, resistir e produzir nas redes sociais. O blog passa a ter perfil próprio tanto no Facebook (https://facebook.com/autopoiese.virtu.7) quanto no Twitter (https://twitter.com/autopoiesevirtu).

E agora em 2020 temos enquanto “móveis e utensílios” ou na equipe de colaboradores permanentes do blog o sr. Carlos Abraão Moura Valpassos. Abraão, como é conhecido entre nós, é professor da área de antropologia no Departamento de Ciências Sociais da UFF-Campos, colaborador regular do jornal A Folha da Manhã e autor, dentre outras incursões, de “Abortos: dramas sociais e histórias sobre eles”, lançado em 2018 pela Garamond.

Em pleno janeiro de 2020 antevejo que teremos um ano especialmente longo e por vezes disruptivo. 

Por isso o blog certamente pode ter mudanças, inserções de novxs colegas, colaborações avulsas, etc..

Mas, prosseguimos tendo o mesmo direcionamento que animou a primeira postagem lá atrás em 2015: fazer reflexões sobre a conjuntura utilizando a lente fornecida pela grande área de humanidades. Sem dúvida alguma penso que essa é das maiores contribuições que nós podemos tentar para além dos muros da Universidade. Não é a única. Mas, é especialmente importante.

Enfim, agradeço em nome dos colegas pela companhia dxs leitorxs.... Pedimos que continuem conosco e, claro, também ficaremos felizes se nos seguirem nas redes sociais do blog. Tudo o que tivermos de novidade aqui irá reverberar por lá.

Abraços e que venha 2020!

George Gomes Coutinho

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Greta Thunberg e a consciência social do nosso tempo


Greta Thunberg e a consciência social do nosso tempo

Paulo Sérgio Ribeiro

Iniciando os trabalhos em 2020, penso ser oportuno falarmos de Greta Thunberg, particularmente das tentativas de desqualificar sua intervenção na agenda ambiental.

Desde que recusou-se a frequentar a escola às sextas-feiras na longínqua Estocolmo para sentar-se diante do Parlamento à espera de medidas concretas contra o aquecimento global, tal iniciativa ganhou simpatia e adesão de outros jovens suecos e, doravante, repercussão em todas as latitudes do globo. De um protesto inusitado e inicialmente solitário, tomou vulto uma ação coletiva que conferiu a uma ainda adolescente – Greta completou 17 anos em janeiro deste ano - um assento em encontros relevantes tais como a Conferência do Clima da ONU e o Fórum Econômico de Davos e, não menos, notoriedade para uma indicação ao Nobel da Paz em 2019.

Contudo, o eixo de sua vida pública, por revelar os desdobramentos imprevisíveis e manifestamente catastróficos da relação entre sociedade e natureza que negligenciamos sob os princípios do desempenho, no plano individual, e do produtivismo, no plano societário, tem causado reações agressivas da extrema-direita que, atualmente, ganha proeminência no mainstream político da Europa e alhures.

Há duas razões, congruentes ente si, para o incômodo que Greta provoca em líderes ultraconservadores – Donald Trump, entre outros -, bem como para a perplexidade que seu ativismo desperta em cidadãos comuns: a) a possibilidade de delimitar um lugar não subalterno ao jovem na luta política; e b) o mal-estar que a questão ambiental suscita em nossa consciência diante da perspectiva de futuro que cultivamos no Ocidente.

No tocante ao item “a”, podemos dizer que, ao seu modo e circunstância, Greta filia-se a uma corrente de pensamento que encontra na rebeldia de jovens de classe média e alta sua expressão política e na revolução cultural experimentada nos anos 1950 e 1960 sua primeira feição paradigmática. Naquele cenário de época, rebelar-se contra as normas de conduta, longe de ser uma frivolidade juvenil, confirmava um sintoma da crise derradeira dos valores tradicionais e, tão logo, assumiria ares de ameaça real a uma ordem sócio-política cujos fundamentos jamais teriam na lealdade a gerações passadas um critério de legitimação.

Ora, alguém indagaria, então Greta Thunberg seria uma versão rediviva dos hippies ou beatniks? Seguramente, não. Todavia, como eles, Greta escancara uma obviedade: pôr em dúvida crenças arraigadas sobre as formas de agir no mundo será sempre um risco intolerável em dada estrutura de poder, pois esta assim se institui e perdura no tempo quando uma visão de mundo orienta os atos humanos sem a consciência dos seus agentes.

Em quaisquer épocas, é plausível supor, indivíduos ou grupos considerados “desviantes” são, no melhor dos casos, punidos socialmente com toda sorte de estigmatização. Aos olhos vigilantes de quem fala (ou é feito de ventríloquo...) em nome do status quo, a solidariedade social dependeria, pois, do controle estrito de quem “ouse” pensar para além do consentido.

Ora, por que imputar à Greta a alcunha de “pirralha”, se ela prova sua maioridade ao valer-se do próprio intelecto para julgar um fato sem concessões à autoridade do instituído?

Qual fato? A destruição irreversível do meio ambiente donde a vida humana retira sua condição de existência. Aqui, tocamos no item “b” que elencamos. Se, de um lado, temos uma perspectiva de futuro que toca o âmago da Modernidade, por outro, deparamos com a necessidade de matizá-la diante das contradições do capitalismo que se avolumam no tempo presente.

A perspectiva de futuro à qual aludimos é, sobremaneira, uma perspectiva utópica. Foi Jürgen Habermas quem magistralmente delineou a indistinção entre tempo histórico e utopia como traço exemplar da modernidade[1]. Para o filósofo alemão, o que nos singulariza como homens e mulheres modernos(as) é sermos partícipes de uma cultura que destronou a ideia cristã de um novo tempo como a “eternidade vindoura” para substituí-la por um horizonte de valores que encontra em nossa própria época uma configuração do futuro.

Noutros termos, a atualidade condensaria expectativas de mudança que não mais extraem de outras épocas as orientações normativas para prognósticos sobre problemas mundiais. “Abandonada a si mesma”, diz Habermas, a modernidade implica que enfrentar dilemas contemporâneos torna-se uma verdadeira “fuga para a frente” na qual eventuais virtualidades de uma tradição só ganhariam pertinência se justificadas por formas de pensar em permanente revisão. Esboçar projetos e programas, pois, traduzir-se-ia em disputar uma ideia de futuro.

Não obstante, as “energias utópicas” - que, há menos de um século, ainda comprometiam a luta política com a ideia de que poderíamos mobilizar recursos do próprio processo histórico no e pelo qual se vislumbrava estabelecer uma direção consciente - parecem ter chegado ao fim.

Tal sensação de esvaziamento da modernidade como experiência de significado também é debatida por Paulo Arantes. Em “O novo tempo do mundo”[2], o filósofo brasileiro desnuda o cenário da falência da sociedade do trabalho ao dimensionar a insegurança (não apenas econômica, mas, sobretudo, ontológica) que acomete populações inteiras, uma vez que estão condenadas a um estado de espera justamente porque não há mais uma grande narrativa histórica que sirva de lastro a uma grande expectativa. No lugar desta, vigora um encurtamento do futuro como promessa realizável. Nas palavras de Arantes:


Não basta anunciar que o futuro não é mais o mesmo, que ele perdeu seu caráter de evidência progressista. Foi-se o horizonte do não experimentado. Com isso o próprio campo de ação vai se encolhendo[3].


Ora, a sociedade de risco produzida pelo tempo intemporal da acumulação capitalista que coabita com uma espécie de tempo morto, isto é, o horizonte de expectativas frustradas de quem está coagido estruturalmente a esperar por nada ou, se muito, por um ganha-pão é, também, uma época de insurgência, pois, se o futuro figura como uma zona de incerteza, o impulso para a superação não será hipotecado para quando já estivermos mortos.

Parafraseando Arantes, Greta Thunberg e seus pares aceitaram o desafio de reencontrar o “futuro perdido” na justa medida em que a crise ecológica não os convida a adiar a tarefa. Apocalípticos? Não, apenas realistas.


[1] HABERMAS, Jürgen. A nova intransparência: a crise do Estado de bem-estar social e o esgotamento das energias utópicas. Novos Estudos CEBRAP, nº 18, set. 1987, pp. 103-114.
[2] ARANTES, Paulo. O novo tempo do mundo: e outros estudos sobre a era da emergência. São Paulo: Boitempo Editorial, 2014.
[3] Op. cit., p.96.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Chamada artigos Revista Planície Científica - UFF/Campos

Prezadxs,

A Revista Planície Científica, periódico aberto para publicar trabalhos de graduandxs das Ciências Sociais e adjacências, está recebendo artigos para seu terceiro número.

A revista aceita artigos, ensaios, resenhas, resumos de monografia, relatos de pesquisa, contos, crônicas, poesias e entrevistas. Todas as normas estão disponíveis no link: 


Por fim, a revista é pilotada por Jacqueline Deolindo, Gisele Almeida, ambas professoras da UFF-Campos e pelxs graduandxs na instituição.

Divulguem, prestigiem e colaborem!

domingo, 5 de janeiro de 2020

Olhando a partir da planície: eleições 2020


Olhando a partir da planície: eleições 2020[1]

George Gomes Coutinho

O ano de 2020 será marcado no calendário político brasileiro pelas eleições municipais. Em um cenário ainda de alta polarização política nas redes sociais e fora delas, 2020 talvez repita parte da temperatura das eleições de 2018 em disputas locais, o que não quer dizer que necessariamente as suas dinâmicas e os resultados das eleições gerais serão mimetizados localmente.

Um país da extensão e da complexidade do Brasil apresenta configurações e alianças políticas locais que podem, em muitos casos, ser até mesmo contraditórias diante dos direcionamentos e opções adotadas nas eleições majoritárias de 2018.

Com tudo isso, as eleições de 2020 são importantes também por duas questões: 1) pode assumir localmente caráter plebiscitário de aprovação ou rejeição das inovações políticas adotadas no âmbito federal e nos estados onde houve a vitória eleitoral em 2018 de candidatos “novatos” para os respectivos executivos; 2) funciona como continuação do processo de implementação gradual e teste das inovações preconizadas pela Reforma Eleitoral de 2017, vide, por exemplo, a coligação partidária para os legislativos ser vedada já a partir deste ano.

Relacionada ao ponto 1 que mencionei acima, há a particularidade do estado do Rio de Janeiro onde governador e presidente, ambos novatos enquanto mandatários no executivo e unidos no início de 2019,  encontrarem-se neste momento em posição de conflito em virtude das particularidades geradas pelas investigações acerca do assassinato de Marielle Franco. Há uma relação tumultuada e por vezes agressiva entre os mandatários do governo federal e do executivo fluminense, isso a despeito de Bolsonaro e Witzel compartilharem de uma mesma base social, eleitoral e mesmos valores, símbolos, etc..

A aproximação de candidatos fluminenses para executivo ou legislativo de Witzel ou de Bolsonaro pode ser um ponto a dividir o eleitorado mais conservador no espectro político.

Feitas estas observações generalistas, vamos a alguns pontos específicos sobre Campos.

Conforme já disse em outro momento, Campos lida com o ingrediente da possibilidade de uma votação decisiva no Supremo Tribunal Federal neste ano acerca da distribuição dos royalties de petróleo. A hipótese da redução do repasse de royalties, dado o orçamento da prefeitura ser profundamente dependente destes recursos, é um problema político-administrativo de alta complexidade, para além da obviedade do estrago na economia local. Em virtude da profunda relevância do tema, a diminuição do repasse dos royalties, caso assim seja o resultado do entendimento do STF, certamente será tema de debate e “munição” política a ser utilizada na concorrência dos adversários em disputa. Mas, “tudo o mais constante”, ou seja, com o STF mantendo as regras tal como se encontram em vigor hoje, o tema não chegará “quente” ao segundo semestre. De todo modo, na hipótese de um resultado pró-redistribuição no STF, na disputa a diminuição de recursos será utilizada fartamente enquanto recurso político, de forma justa ou não.

Um ponto também a destacar é a possibilidade das eleições campistas demarcarem a consolidação da renovação geracional de candidatos a disputarem o executivo local. Caso se confirme, teremos desta vez quatro candidatos jovens detentores de um capital político familiar pregresso[2], incluindo evidentemente o próprio prefeito Rafael Diniz. De alguma maneira aqui teríamos uma renovação contraditória, tal como vimos em nível federal na Câmara dos Deputados: sem dúvida uma geração mais jovem dotada de um capital familiar herdado.

Neste cenário de “renovação contraditória”, se é viável a utilização deste guarda-chuva pouco preciso que chamam de “nova política”  pela questão etária e cosmética, a manutenção do capital familiar por vezes obriga relações permanecerem aliados ancestrais, quase pré-diluvianos.

Com tudo isso não implica, evidentemente, que a geração “Muda Campos” estará alijada de disputar o executivo. Mas, esta tem sido parcialmente substituída em termos geracionais neste pleito.

Quanto ao atual prefeito, Rafael Diniz terá um teste eleitoral duríssimo em outubro. Desta vez é vidraça e não mais pedra e lidará com uma opinião pública que o elegeu com farta dose de expectativas em um surpreendente primeiro turno nas últimas eleições municipais. Neste momento Diniz terá de lidar com esta mesma opinião pública impaciente, crítica, onde o prefeito precisará defender uma gestão que nem sempre trouxe boas notícias orçamentárias e implementou medidas impopulares em um contexto nacional recessivo que em nada o ajuda.




[1] Uma primeira versão das reflexões deste pequeno texto surgiu a partir das questões apresentadas pelo jornalista Aldir Sales do jornal A Folha da Manhã. A matéria em questão encontra-se disponível aqui: http://www.folha1.com.br/_conteudo/2020/01/politica/1256471-um-2020-que-iniciou-bem-antes.html
[2] Wladimir Garotinho, herdeiro da família Garotinho; Caio Vianna, filho de Arnaldo Vianna, ex-prefeito da cidade; Rodrigo Bacellar, filho do conhecido político e ex-sindicalista Marcos Bacellar e, por fim, Rafael Diniz, herdeiro tanto de Sérgio Diniz, seu pai, quanto de Zezé Barbosa, seu avô.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Divulgando - Money for nothing? Science between Markets and Politics

Open Panel #111
Money for nothing? Science between Markets and Politics
 
Session organizer: Paolo Parra Saiani, University of Genoa, Italy (paolo.parra.saiani@unige.it )
 
Many factors influence a scientist’s choice of research problem: past interests and training, serendipitous yet consequential encounters with new collaborators, expertise, or information, institutional context or disciplinary culture; commercial opportunities, pressures, and commercially related policies can change the composition of scientific research and the choices that guide it. As stated by Agger, “research agendas reflect what gets funded”, so it is no surprise that searching for external funding is having an impact on the research agendas of individual faculty members, as research is being pursued based on donors’ interests. Bourdieu stated that “There is no scientific choice – choice of area of research, choice of methods, choice of a publication outlet, or the choice […] of quick publication of partially verified results (as over later publication of results that are thoroughly checked) – that does not constitute, in one or other of its aspects, a social strategy of investment aimed at maximizing the specific profit, inseparably political and scientific, provided by the field, and that could not be understood as a product of the relation between a position in the field and the dispositions (habitus) of its occupant” (1991: 9-10).
 
This session wants to contribute to the STS discussion on freedom in science, but also to its accountability. In times of “neo-liberal scientism” (Daza: 2012) or ‘academic capitalism’ (Slaughter and Rhoades: 2004), what are the trends in social sciences? Priority will be given to empirical works, based on qualitative or quantitative techniques, that analyze the development of science (in the broad sense: biology, economics, political science, sociology, etc.).
 
Deadline for submission: 29 February 2020
 
Details for submissions and conference website: https://www.easst4s2020prague.org/
 
Feel free to contact me.
 
Best wishes,
 
Paolo Parra Saiani
 
=================================
Paolo Parra Saiani, PhD
Associate Professor in Sociology
PhD in Sociology
Director of the Curriculum in Political Sciences, PhD in Social Sciences
University of Genova - Italy
Department of Political Sciences

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

nota de pesar- falecimento profª Alba Zaluar - Chefia do Departamento de Ciências Sociais da UFF-Campos

Universidade Federal Fluminense

Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional

Departamento de Ciências Sociais de Campos dos Goytacazes


Em nome do Departamento de Ciências Sociais da UFF Campos, venho, por meio desta, manifestar o profundo pesar com o falecimento da Cientista Social Alba Maria Zaluar, professora da UERJ e da UNICAMP. 

A ampla contribuição para as Ciências Sociais brasileiras se traduz em obras como “Desvendando Máscaras Sociais”, “A Máquina e a Revolta”, “Cidadãos não vão ao Paraíso”, “Condomínio do Diabo”, “Da Revolta ao Crime” e “A Integração Perversa” e se estende para a formação de profissionais das Ciências Sociais, ampla interlocução com operadores de políticas públicas.

Seu vigor intelectual caracterizado também em sua tese de Doutorado é responsável por reformar o campo de estudos sobre pobreza e violência no Brasil, tendo se tornado referência obrigatória no âmbito nacional e internacional.

Como seu ex-aluno e membro do Núcleo de Pesquisa das Violências, por ela coordenado, pude testemunhar seu rigor metodológico, sua densidade intelectual, crítica, reflexiva e a densidade da paixão pelas mais variadas tramas que compõem o conjunto das relações sociais.

Campos dos Goytacazes, 20 de dezembro de 2019.

Rodrigo de Araujo Monteiro

Chefe de Departamento de Ciências Sociais de Campos dos Goytacazes

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Exibição gratuita de Bacurau em Campos - Sexta, 20/12




Num futuro não muito distante, moradores de Bacurau descobrem que o pequeno povoado no sertão brasileiro não consta mais no mapa, ao mesmo tempo que passam a ser atacados por inimigos misteriosos. É quando se unem para defender sua terra, honrando a longa tradição de resistências de seus antepassados.
Essa história diz muito sobre o Brasil de ontem e hoje, e não por acaso acabou conquistando público e crítica. Só nos cinemas, o longa de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles foi assistido por mais de 700 mil brasileiros, tendo ainda recebido Prêmio do Júri na edição de 2019 do Festival de Cannes, além de ter sido escolhido como melhor filme dos festivais de Munique e Lima.
O Cineclube Marighella exibe ‘Bacurau’ (2019) na sexta (20/12), às 19h no Varanda Amarela, promovendo, em seguida, roda de conversa sobre a importância do cinema nacional - principalmente em momento de graves crises sociais como a que o Brasil vem enfrentando – com os professores Elis Miranda, da UFF Campos, e Leo Puglia, autor do livro ‘O Cinema em Pernambuco’.
Agradecemos ao Varanda Amarela e, principalmente, à distribuidora Vitrine Filmes pela parceria nessa exibição que tem entrada gratuita. É só chegar no número 285 da Rua Treze de Maio!  
_Data

Sexta, 20 de dezembro, às 19h
_Local

Varanda Amarela        
Rua Treze de Maio, nº 285

_Evento no Facebook:
PROGRAMAÇÃO
18h – Início do evento

19h – Exibição do filme ‘Bacurau’ (2019) *
21h – Roda de conversa com:

Elis Miranda, Coordenadora do LabCult/UFF. Professora do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento regional, Ambiente e Políticas Públicas - UFF.
Leo Puglia, jornalista, doutorando em Ciências Sociais e autor do livro ‘O Cinema em Pernambuco’.
* Classificação indicativa: 16 anos