terça-feira, 15 de outubro de 2019

CHAMAMENTO PÚBLICO PARA PARTICIPAÇÃO NO III FESTIVAL DOCES PALAVRAS


CHAMAMENTO PÚBLICO PARA PARTICIPAÇÃO NO III FESTIVAL DOCES PALAVRAS

Reunidos em 04 de outubro de 2019, no auditório da Casa de Cultura Villa Maria, em Campos dos Goytacazes, produtores culturais da cidade decidiram realizar a terceira edição do Festival Doces Palavras, que seria realizado pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes no próximo mês de novembro.
Em virtude da surpresa do anúncio de cancelamento e do curto tempo para realização ainda em 2019 nas mesmas proporções e formatos das edições realizadas pela Prefeitura nos anos de 2015 e 2017, os produtores culturais da cidade aprovaram a realização do III Festival Doces Palavras, no período de 02 a 30 de Novembro em forma de mutirão, com cada espaço de cultura, ativista, coletivo cultural, manifestando a forma como pode participar do evento e propondo atividades culturais para que a curadoria organize em uma grande agenda.
As atividades a serem propostas precisam atender ao escopo do Festival Doces Palavras, de valorização da produção literária campista ou da região, assim como valorização da cultura da produção do doce tradicional na região.
Dentro deste espírito, toda ação é bem vinda. São sugeridos debates, apresentações musicais, feiras de doces e de livros, lançamentos, apresentações teatrais, intervenções artísticas nas mais diversas linguagens, que tenham sempre os autores e autoras campistas (ou regionais) e os produtores e as produtoras de doces tradicionais como focos.
A curadoria do Festival Doces Palavras também se coloca à disposição para fazer sugestões individualizadas a cada espaço ou agente cultural que queira participar deste grande esforço para manter vivo o sonho do FDP!. Uma série de debates e atividades haviam sido programados que, em virtude do cancelamento pela Prefeitura, tornaram-se pendentes de locais para acontecer. Parte destas mesas e oficinas podem ser sugeridas para os espaços culturais voluntários.
As sugestões sobre formas de participação no Festival podem ser enviadas até o dia 21 de outubro de 2019 para o e-mail mutirao3fdp@gmail.com, indicando a instituição/entidade/ativista proponente, o tipo de atividade a ser realizada e as datas e horários possíveis.
Também são bem vindas manifestações de disponibilidade voluntária para contribuir na organização e na divulgação do festival, com a formação de coletivos de Logística e de Comunicação, para atuarem junto à Comissão Organizadora.
É muito importante a participação de todos e todas neste momento. Vamos fazer um festival lindo para mostrar a força dos agentes culturais de Campos dos Goytacazes e da região.
Somos todos FDP!

Campos dos Goytacazes, 15 de outubro de 2019


3º Festival Doces Palavras
Instituições e entidades organizadoras e adesões confirmadas até 14/10/19

- Academia Campista de Letras – ACL
- Academia de Letras do Brasil – ALB
- Academia Pedralva Letras e Artes
- Associação das Doceiras de Campos dos Goytacazes
- Associação de Imprensa Campista – AIC
- Associação dos Escritores e Escritoras de Campos dos Goytacazes
- Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes
- Centro Cultural Marcelo Sampaio
- Centro Universitário Fluminense – UNIFLU.
- Clube do Vinil de Campos
- Espaço Arte Garimpo
- Espaço Multicultural Kátia Macabu
- Instituto Federal Fluminense – IFF Campos
- Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes – IHGCG
- Núcleo de Arte e Cultura de Campos
- Oráculo Espaço do Saber
- Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/Campos
- Santa Paciência - Casa Criativa
- Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense
- União Brasileira de Trovadores – UBT
- Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Eduenf, Casa de Cultura Villa Maria e Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares – ITEP)

domingo, 29 de setembro de 2019

Daqui até 2020 em Campos


Daqui até 2020 em Campos

George Gomes Coutinho

O cenário eleitoral em Campos para 2020, a maior cidade da mesorregião do Norte Fluminense, é neste setembro de 2019, algo ainda bastante indefinido em minha perspectiva.

Seja por particularidades da política local ou por tendências do sistema político que transcendem questões locais, eu diria que a cidade se depara com um cenário prenhe de contingências que podem trazer indefinições diversas até o último minuto. Portanto, estamos falando de um pleito eivado de incertezas e complexidades.

Creio que o primeiro ponto é a interconexão entre sistema político e sistema judiciário, onde o último ainda mantém uma relação de projeção sobre a sociedade brasileira que não parece arrefecer no curtíssimo prazo. Sendo a política muitas vezes uma prática em tudo distanciada da moralidade idealizada, não é improvável que atores políticos possam ser afastados judicialmente do processo de concorrência eleitoral, seja por motivos corretos ou não. O quanto isso afetará a disputa dependerá do timing das ações.

Ainda temos a questão royalties que se encontra na berlinda. Sendo recurso vital para a sobrevivência orçamentária da prefeitura, a possibilidade de sua pulverização, mesmo que hipotética neste momento, é também um ingrediente que pode atrair ou afastar atores políticos em um cenário de terra arrasada indesejável.

Finalizando, embora aparentemente seja disputa com alta complexidade, antevejo a possibilidade de ser um pleito com menos energia e entusiasmo que o anterior. As últimas eleições municipais em Campos foram demarcadas por um alto grau de expectativas onde parte do eleitorado não as viu tornarem-se concretas. Por esta chave de análise, talvez a sociedade campista vá para as urnas vivenciando um misto de melancolia, pragmatismo e resignação.

sábado, 7 de setembro de 2019

Um salve aos nossos "secundas"!


Neste 07 de setembro, fico com a arte de Davison Pereira Alves, estudante do Colégio Estadual Almirante Barroso, com sede em Campos dos Goytacazes-RJ. 

Que a vibração juvenil dos(as) nossos(as) "secundas" inspire-nos um posicionamento corajoso nesta travessia.

Saudações a todxs na planície!

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Lançamento: "Antônio Cândido: Intérprete do Brasil" - 28/08/2019

Prezadxs,

Na próxima quarta-feira, dia 28 de agosto, teremos o lançamento do novo livro do cientista político Márcio Malta, mais conhecido nas quebradas de quadrinhos e cartoons simplesmente como "Nico".

O opúsculo se chama "Antônio Cândido: Intérprete do Brasil". Trata-se, em última instância, de uma introdução ao pensamento do insubstituível Antônio Cândido de Mello e Souza. Contudo, não é uma introdução na direção em que estamos mais acostumados no caso do autor em destaque, onde Cândido usualmente é sintetizado como um dos maiores críticos literários de todos os tempos em terra brasilis (o que não é pouca coisa evidentemente). 

O Cândido de Malta é interpretado por um singular duplo viés: Cândido pensador do Brasil e intérprete maiúsculo da política nativa. Para além disso, os dotes artísticos do cartunista Nico, o alter ego do cientista político, brindam o leitor com uma bela efígie de Cândido e com sutilezas gráficas por todo livro. Trata-se de um produto de artesanato intelectual avant la lettre.

O livro terá seu primeiro lançamento aqui na cidade no auditório da UFF-Campos na próxima quarta-feira, 18 horas.

A mesa de lançamento contará com o próprio autor, Claudio Araújo e este que vos escreve. Todos somos professores de Política do Departamento de Ciências Sociais da UFF-Campos.

Esperamos vocês lá para mais essa balbúrdia. Abaixo segue o convite




sexta-feira, 26 de julho de 2019

Ctrl+C / Ctrl+V n. 5 - The Spatial Education Inequalities website (SEI)

Reproduzo abaixo texto que explica o projeto coordenado por Marcos Delprato  da Universidade de Sussex, Inglaterra, intitulado "Spatial Education Inequalities". Na prática os dados permitem conhecermos o quão profunda é a desigualdade educacional no mundo contemporâneo. Trata-se de ferramenta importantíssima para os que estudam as desigualdades regionais domésticas e no sistema internacional sob a ótica do sistema educacional. Eis link para acesso: https://spatial-education-inequalities.com/. Também é possível clicar em diversos momentos do texto para ser direcionadx e haverá um link permanente em nossa lista de sugestões de sites a conhecer aqui no blog.

Segue texto de apresentação do projeto:

The online site Spatial Educational Inequalities (SEI) allows a more robust monitoring of educational inequality beyond what is provided by current monitoring tools which rely on rural and urban categorisations and regional divisions within a country.


The SEI uses as a unit of analysis the community and its spatial location (XY coordinates) within a given country. This permits the users to carry out a more refined geographic assessment of education inequalities, and a more granular and efficient monitoring and targeting through the use geodata localised indicators (with maps and related dataset). A spatial perspective on educational inequality is important as correlations of education indicators across the life course based on smaller areas definitions depends on what happens in proximal areas through cluster externalities.


The SEI website was launched in July 2019 for engagement with the international education community and those monitoring the Sustainable Development Goal (SDG) 4 for Education, adding to the current educational inequalities’ platforms and efforts on tackling education inequalities on the global south.

Up to now, the SEI website contains the sub-Saharan Africa (SSA) region, for the latest 29 DHS surveys/countries, and for 14 education indicators. Users can compare results across countries, though the main purpose is for country-specific analysis. The SEI website contains maps, spatial statistics, and raw dataset and geographical files for further analysis. The site contains over 10,000 maps and over 2,000 files.

domingo, 21 de julho de 2019

Eduardo, a questão internacional e arranjos domésticos


Eduardo, a questão internacional e arranjos domésticos[1]

George Gomes Coutinho

Eduardo Bolsonaro em Washington se tornou uma das questões consensuais que agrupam tanto críticos de direita quanto na esquerda em seu rechaço. Quem diria. Ao menos indica aí a possibilidade de construir consensos mais amplos que fujam da lógica da polarização e do hooliganismo político. A crítica só não penetrou de maneira receptiva entre os apoiadores mais fiéis e fervorosos do presidente, o que inclui extrema-direita, parte da direita evangélica, grupos que defendem o fechamento das instituições e etc..

Um dos problemas mais sensíveis diante deste imbróglio em particular, há outros, é se a opinião pública, em suas frações de esquerda ou direita, está interpretando de forma correta ou construtiva o fato. Por isso penso que valha problematizar.

Há dúvidas, por exemplo, se a indicação do presidente pode ser interpretada no âmbito jurídico como nepotismo. Contudo, mesmo que o sistema jurídico brasileiro não considere como tal, a opinião pública já assim definiu. Isto é absolutamente preocupante. Indica um vício persistente que não nos retira do ciclo destrutivo em que se encontra o Estado Democrático de Direito, se é que podemos adotar esses termos com dignidade em nossa conjuntura. O “julgamento plebiscitário” não parece que irá nos abandonar tão cedo. Tal como em votações de realities shows, favoritos e preteridos são escrutinados apressadamente pela plateia, o que inclui indivíduos, grupos, leis, instituições, ideias, etc.. As regras do jogo tornam-se descartáveis ou secundárias. O problema é que sem regras do jogo não há sequer democracia.

Prosseguindo, não é incomum ou exatamente inadequada a indicação “política” de embaixadores nem na diplomacia mundial e tampouco na tradição brasileira. Por vezes a nomeação pode ocorrer para indivíduos até mesmo como “prêmio”, vide o caso do ex-presidente Itamar Franco (1930-2011) que foi nomeado embaixador em Portugal. Evidentemente Itamar Franco e Eduardo Bolsonaro não são remotamente semelhantes em seus currículos ou contribuições. Mas, é importante lembrar que nem sempre a indicação do nome para ocupar a função de embaixador segue necessariamente o caminho da carreira do Itamaraty e não há nada de ilegal nisso.

Feitos os reparos e todavias causa espécie na opinião pública a indicação de ninguém menos que o próprio filho para ocupar um dos postos mais importantes da diplomacia brasileira e num país, os EUA, que se apresenta como absolutamente estratégico para o atual projeto de política externa do governo brasileiro. Alguns analistas apresentam que a indicação é coerente onde a política é vista como empreendimento familiar e a indicação do próprio filho representaria “alto apreço” do presidente por aquela embaixada em especial: oras, sendo importante, nada menos significativo que enviar o próprio filho para executar a missão.

A despeito da justificativa acima apresentada, mesmo que Eduardo tenha uma sabatina exitosa no Senado brasileiro, a indicação carece de legitimidade política em termos domésticos. Se paira dúvida sobre a legalidade, restam certezas acerca da imoralidade da proposta.

Para além disso o perfil profissional de Eduardo causa indisfarçável insegurança até mesmo para parte dos entusiastas dos rumos da política externa no governo Bolsonaro. Cabe lembrar que o nome de Nestor Forster, este sim diplomata de carreira e o escolhido de ninguém menos que Olavo de Carvalho, despontava como favorito até bem pouco tempo. A dúvida é se Eduardo seria capaz de lidar com a complexidade das demandas de uma política externa mais alinhada com o governo norte-americano exigiria. Mesmo a justificativa, mais uma vez familiar, de que Eduardo conheceria os “filhos de Trump” se apresenta como atestado de ignorância ou pura ingenuidade. O posto da embaixada de Washington precisará lidar muito mais com governadores dos estados e empresários para construir as tratativas que irão supostamente concretizar as pontes efetivas entre EUA e Brasil. A festejada intimidade com a prole do alaranjado presidente norte-americano pouco ou nada irá colaborar.

O episódio, sem dúvida desconfortável para os que acreditaram em uma “nova política” ou a “refundação do Brasil” e que, em última instância, revela apenas a reiteração de práticas ancestrais da política brasileira, indica um sinal pouco sutil acerca da independência de Jair Bolsonaro em seus processos de tomada de decisão. Como apontei, Olavo de Carvalho tinha sua preferência e tentou demover os Bolsonaro e seus seguidores da indicação de Eduardo para Washington. O presidente, mais uma vez, demonstrou que não pretende mudar de decisão até o presente momento. A perspectiva do ano passado nas eleições de que Bolsonaro seria um presidente manietado deu mais uma prova nestes seis meses de que não decantou na realidade. Isso a despeito do projeto “Eduardo em Washington” não ter grandes chances de ser um sucesso.



[1] Este texto surgiu de um conjunto de questões que me chegaram pelo jornalista Aldir Sales do jornal A Folha da Manhã sobre uma das polêmicas do momento. A matéria, que conta com perspectivas de outros agentes públicos, encontra-se disponível aqui: http://www.folha1.com.br/_conteudo/2019/07/politica/1250340-indicacao-de-filho-causa-polemica.html

quinta-feira, 18 de julho de 2019

chamada - XVIII Seminário de Integração Regional - UCAM - Campos dos Goytacazes, RJ




O mundo atravessa um novo ciclo de crises intermitentes e generalizadas, vinculadas a uma crise profunda de reprodução dos modelos e padrões de relações econômicas e geopolíticas. Na periferia do capitalismo as crises assumem contornos das particularidades históricas e culturais, guardando, no entanto, algumas recorrências em termos das formas de inserção desses países na economia internacional. Assolados pela desindustrialização e pela especialização regressiva, agravadas pelas guinadas conservadoras no plano político, os espaços periféricos assistem à escalada das questões urbana, ambiental, cultural e da eterna questão social, nas suas manifestações de violência, pobreza, exclusão e desigualdades, reforçadas pela profunda crise do emprego e pela precarização do trabalho. Ao mesmo tempo, os grandes projetos que lideram a integração internacional contribuem com empregos e profundas mudanças nas dinâmicas urbanas e regionais. Essas produzem configurações diversificadas nas ações dos agentes sociais, voltadas para a integração, para a resistência, para a mudança e para a inovação. O XVIII SIR visa estimular o diálogo entre pesquisadores, gestores públicos e representantes do setor empresarial, a fim de debater essas questões, tratadas aos níveis local, regional e nacional.

Cronograma:

Data do Evento
9 e 10 outubro de 2019

Prazo para envio dos trabalhos
De 08/07 a 30/08

Divulgação dos trabalhos aprovados
23/09