segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Divulgando - Money for nothing? Science between Markets and Politics

Open Panel #111
Money for nothing? Science between Markets and Politics
 
Session organizer: Paolo Parra Saiani, University of Genoa, Italy (paolo.parra.saiani@unige.it )
 
Many factors influence a scientist’s choice of research problem: past interests and training, serendipitous yet consequential encounters with new collaborators, expertise, or information, institutional context or disciplinary culture; commercial opportunities, pressures, and commercially related policies can change the composition of scientific research and the choices that guide it. As stated by Agger, “research agendas reflect what gets funded”, so it is no surprise that searching for external funding is having an impact on the research agendas of individual faculty members, as research is being pursued based on donors’ interests. Bourdieu stated that “There is no scientific choice – choice of area of research, choice of methods, choice of a publication outlet, or the choice […] of quick publication of partially verified results (as over later publication of results that are thoroughly checked) – that does not constitute, in one or other of its aspects, a social strategy of investment aimed at maximizing the specific profit, inseparably political and scientific, provided by the field, and that could not be understood as a product of the relation between a position in the field and the dispositions (habitus) of its occupant” (1991: 9-10).
 
This session wants to contribute to the STS discussion on freedom in science, but also to its accountability. In times of “neo-liberal scientism” (Daza: 2012) or ‘academic capitalism’ (Slaughter and Rhoades: 2004), what are the trends in social sciences? Priority will be given to empirical works, based on qualitative or quantitative techniques, that analyze the development of science (in the broad sense: biology, economics, political science, sociology, etc.).
 
Deadline for submission: 29 February 2020
 
Details for submissions and conference website: https://www.easst4s2020prague.org/
 
Feel free to contact me.
 
Best wishes,
 
Paolo Parra Saiani
 
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Paolo Parra Saiani, PhD
Associate Professor in Sociology
PhD in Sociology
Director of the Curriculum in Political Sciences, PhD in Social Sciences
University of Genova - Italy
Department of Political Sciences

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

nota de pesar- falecimento profª Alba Zaluar - Chefia do Departamento de Ciências Sociais da UFF-Campos

Universidade Federal Fluminense

Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional

Departamento de Ciências Sociais de Campos dos Goytacazes


Em nome do Departamento de Ciências Sociais da UFF Campos, venho, por meio desta, manifestar o profundo pesar com o falecimento da Cientista Social Alba Maria Zaluar, professora da UERJ e da UNICAMP. 

A ampla contribuição para as Ciências Sociais brasileiras se traduz em obras como “Desvendando Máscaras Sociais”, “A Máquina e a Revolta”, “Cidadãos não vão ao Paraíso”, “Condomínio do Diabo”, “Da Revolta ao Crime” e “A Integração Perversa” e se estende para a formação de profissionais das Ciências Sociais, ampla interlocução com operadores de políticas públicas.

Seu vigor intelectual caracterizado também em sua tese de Doutorado é responsável por reformar o campo de estudos sobre pobreza e violência no Brasil, tendo se tornado referência obrigatória no âmbito nacional e internacional.

Como seu ex-aluno e membro do Núcleo de Pesquisa das Violências, por ela coordenado, pude testemunhar seu rigor metodológico, sua densidade intelectual, crítica, reflexiva e a densidade da paixão pelas mais variadas tramas que compõem o conjunto das relações sociais.

Campos dos Goytacazes, 20 de dezembro de 2019.

Rodrigo de Araujo Monteiro

Chefe de Departamento de Ciências Sociais de Campos dos Goytacazes

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Exibição gratuita de Bacurau em Campos - Sexta, 20/12




Num futuro não muito distante, moradores de Bacurau descobrem que o pequeno povoado no sertão brasileiro não consta mais no mapa, ao mesmo tempo que passam a ser atacados por inimigos misteriosos. É quando se unem para defender sua terra, honrando a longa tradição de resistências de seus antepassados.
Essa história diz muito sobre o Brasil de ontem e hoje, e não por acaso acabou conquistando público e crítica. Só nos cinemas, o longa de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles foi assistido por mais de 700 mil brasileiros, tendo ainda recebido Prêmio do Júri na edição de 2019 do Festival de Cannes, além de ter sido escolhido como melhor filme dos festivais de Munique e Lima.
O Cineclube Marighella exibe ‘Bacurau’ (2019) na sexta (20/12), às 19h no Varanda Amarela, promovendo, em seguida, roda de conversa sobre a importância do cinema nacional - principalmente em momento de graves crises sociais como a que o Brasil vem enfrentando – com os professores Elis Miranda, da UFF Campos, e Leo Puglia, autor do livro ‘O Cinema em Pernambuco’.
Agradecemos ao Varanda Amarela e, principalmente, à distribuidora Vitrine Filmes pela parceria nessa exibição que tem entrada gratuita. É só chegar no número 285 da Rua Treze de Maio!  
_Data

Sexta, 20 de dezembro, às 19h
_Local

Varanda Amarela        
Rua Treze de Maio, nº 285

_Evento no Facebook:
PROGRAMAÇÃO
18h – Início do evento

19h – Exibição do filme ‘Bacurau’ (2019) *
21h – Roda de conversa com:

Elis Miranda, Coordenadora do LabCult/UFF. Professora do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento regional, Ambiente e Políticas Públicas - UFF.
Leo Puglia, jornalista, doutorando em Ciências Sociais e autor do livro ‘O Cinema em Pernambuco’.
* Classificação indicativa: 16 anos

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Hoje na Casa de Cultura Vila Maria - Lançamento de "Produção Textual na Universidade" organizado por Jacqueline Deolindo

O livro Produção Textual na Universidade: Práticas Laboratoriais organizado pela professora Jacqueline da Silva Deolindo  foi publicado pela EdUENF  e consiste em textos de três professores destacados – que atuam no Instituto Federal Fluminense (IFF- Campos) e na UFF – Campos -, e de alunos que cursaram a disciplina Oficina de Texto. Os professores convidados compõem com Jacqueline um enredo que vai do significado mais geral do que seja a produção textual à luz da linguística, passando por sua prática específica no ensino superior (graduação e pós-graduação), chegando à culminação desse processo de produção mediante a exposição de como se consolida e realiza a comunicação em revistas científicas.
“O domínio da linguagem escrita, dos gêneros textuais e dos recursos para uma eficiente expressão de ideias, argumentos, sentimentos e experiências diversas através do texto é um desafio para o praticante da língua em qualquer fase da vida e da trajetória escolar. No entanto, é no curso superior e na pós-graduação que as exigências para uma redação de excelência se intensificam, devido às avaliações dissertativas, trabalhos acadêmicos das diversas disciplinas e às produções de culminância dos cursos, no caso artigo científicos, monografias, e, mais tarde, na pós-graduação, dissertações e teses. A produção da redação científica, nos termos de João Bosco Medeiros (2006), visando ou não à publicação, representa um desafio para aqueles que desejam cumprir o curso com excelência e também para aqueles que pretendem fazer carreira no magistério superior e na pesquisa científica.”
Download do e-book aqui

domingo, 15 de dezembro de 2019

Relevem, leitores


Relevem, leitores

Por Paulo Sérgio Ribeiro

Haverá algo mais batido do que escrever sobre a dificuldade de... escrever? Ou, dito de outro modo, artifício bem surrado esse de testemunhar o vazio existencial que, vez ou outra, assalta todo aquele que empresta sua testa para ofertar mal tracejadas linhas a quem interessar.

Fato é que estive um tempo fora como quem vai ali comprar cigarros. Definitivamente, isso não se faz.

Relevem, caros leitores (provavelmente, dois ou três) por tamanha negligência. Um saudoso e, não menos, cáustico cronista da blogsfera campista certa vez disse que era “bissexto” na periodicidade de minhas publicações. Vá lá, tivesse razão. Ainda assim, desculpas de nada valem sem, digamos, uma renovação de votos com o “trio” leitor que até então dedicava generosa atenção a este aprendiz de publicista.

Apesar do prazer incomunicável de escrever ser um leitmotiv do trabalho intelectual, há neste um estado de compromisso, caso reconheçamos que, antes de ser happening, trata-se de um estar no mundo inerente àquele que (teimosamente?) atribui às ciências sociais um sentido de missão pública.

Sem ilusões: a noção de “público” aqui é prenhe de consequências.

Na acepção “clássica” do termo que a filósofa alemã Hannah Arendt[1] sumariou em referência à pólis grega, domínio público constituía um espaço de relações entre homens que eram livres, na medida em que se associavam para disputar a excelência do melhor argumento sobre seu destino comum e, iguais, uma vez que assumia-se que a comunidade política assim estabelecida teria por fundamento a força da persuasão no lugar da violência pura e simples.

Desnecessário dizer que a persuasão nem sempre paga tributos à lógica interna de um argumento baseado em juízos de fato e, não menos, que não faltam acusações (nem sempre justas, a meu ver) à Arendt por uma suposta idealização da ágora ateniense em face do caráter restrito do status político dos seus partícipes: mulheres, escravos e estrangeiros não tinham voz nem vez na cidade-Estado.

De todo modo, vale reter do seu diagnóstico sobre a modernidade pós-Auschwitz aquilo que nos faculta de modo único uma condição humana: a capacidade de “governar a si mesmo” quando agimos na presença de outros.

Nem a privatividade do espaço doméstico – reino da necessidade, por excelência – nem o espaço público organizado para as trocas comerciais decorrentes daquela necessidade – que confirma o cativeiro que alimentar continuamente um corpo relega aos meros mortais – podem substituir, por completo, a liberdade passível de se viver no seio da esfera pública: não estar sujeito à pressão imediata pela sobrevivência, assim como não ser servo nem senhor de alguém.

Afinal, quem são meus pares? Procurá-los confirma-me que estou “condenado” a ser livre.

Se agir livremente não se realiza sem a companhia de outros, então admitimos que nossas volições tomam forma em um espaço intermediário, isto é, em um mundo que, apesar de comum a todos, tanto nos agrega quanto nos divide. Estimados três leitores, dar de cara com essa obviedade foi, para mim, um mergulhar no escuro que é mudar de cidade/região. Outras paisagens, outros códigos, outro horizonte ou, quiçá, a falta do mesmo, já que em Minas, assim diz um querido colega de trabalho, sempre há um morro a limitar nossa visão.

Sem recair aqui em determinismos geográficos, confesso que uma metáfora me compraz: sou um homem da planície e, como tal, sinto falta de olhar além do horizonte... Reabilitar um senso de realidade leva tempo e toma espaço. Por isso, quem sabe, tenha me retirado para dentro de mim mesmo em reverência à geografia da zona da mata mineira.

O que escrevemos para o público não nos pertence, mesmo que aparente ser uma motivação de foro íntimo.

Se escrever a partir das ciências sociais implica um senso de pertencimento à sua história, havemos de assegurar, através deste blog, uma porta aberta aos(às) interlocutores(as) que creditem à tarefa de pensar sociologicamente outras realidades possíveis que não sacrifiquem o domínio comum de nossas existências aos tantos oportunismos de ocasião que assolam a comunicação na dita “Era da Pós-Verdade”.

Compromisso assumido, tentarei ser mais regular nas publicações, ainda que 2020 seja um ano bissexto...

Saudações aos navegantes.

Obs.: O título inicial deste texto era "Escusas aos leitores", mas eis que mais de um amigo sinalizou que tal expressão é usada habitualmente por um certo juiz de Curitiba que sapateia em cima dos direitos fundamentais e assassina vez sim e outra também o Português. Sendo assim, peço desculpas mais uma vez.

[1] Cf. ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.